Inclusão e representatividade: espetáculo retrata experiências de pessoas negras surdas
Com o objetivo de questionar narrativas dominantes e impulsionar o potencial transformador da arte com iniciativas de inclusão, o Espaço do Conhecimento UFMG apresenta o espetáculo Corpo preto surdo: nós estamos aqui, da companhia de teatro BH em Libras. A peça retrata as experiências de pessoas negras surdas e ouvintes e explora questões como identidade, representatividade e resistência. A apresentação, gratuita, será no próximo sábado, 30 de novembro, das 17h às 18h.
Vencedor do Festival Cenas Curtas de 2023, o espetáculo teatral combina performance física, língua de sinais e outros recursos cênicos para ampliar a visibilidade e a compreensão das histórias e lutas desses grupos e promover um espaço de reflexão sobre a inclusão e a diversidade dentro e fora das artes. Com atuações de Marcos Andrade e Jaqueline Gonçalves, sob a direção de Carlandreia Ribeiro, a peça reconhece e valoriza a riqueza das experiências plurais.
Os atores
Carlandreia Ribeiro é uma mulher negra, atriz, arte-educadora, cantora, diretora, dramaturga, escritora e roteirista. Ela é também ativista no campo das poéticas pretas e das ações de engajamento que envolvem as textualidades e as cenas negras contemporâneas.
Mulher negra e surda, Jaqueline Gonçalves é formada em Letras-Libras e em curso livre de teatro; integra, desde 2019, a companhia de teatro BH em Libras. Gonçalves também participou do espetáculo Nós temos voz, exponencial na arte-surda de Belo Horizonte.
Graduado em Teatro pela UFMG, em Direito pela PUC Minas e em Letras-Libras pela Uniasselvi, Marcos Aurélio Andrade é um dos responsáveis pela empresa BH em Libras, que trabalha com acessibilidade na capital mineira. Desde 2015, pesquisa as relações entre arte, educação e acessibilidade.